Surubim Feliciano da Paixão e Mistérios Gozósos

O público que vem descobrir os “Mistérios Gozósos”:http://teatroficina.com.br/menus/45/posts/934 no Teat(r)o Oficina recebe logo na entrada um pequeno tesouro, o programa da montagem, dividido pelo Tyazo a partir de descobertas e processos vividos com o texto de Oswald.

Dentro de um saco de papel craft, encontra-se o texto escrito pelo diretor Zé Celso sobre a montagem (em português e em inglês), com arte de Igor Marotti, responsável pela identidade visual das peças gráficas de Mistérios Gozósos.

No saco também se encontra o Céu D´Astros (arte de Lestranj), com a constelação que forma o universo gozóso do nosso “Tyazo”:http://teatroficina.com.br/menus/45/posts/930; os Desclassificados (arte de Branda Amaral, Cafira Zoé e Camila Mota), “anúncios” cifrados de putas e putos reais (ou não); o Santo Oswald ou o Santo Prestes, com o texto de suas respectivas cenas; e uma das seis gravuras de Serafim Feliciano da Paixão, pertencentes ao acervo do Teat(r)o oficina.

Surubim Feliciano da Paixão nasceu em 1940, em Machados, no agreste pernambucano e morreu em São Paulo, em 1991. Zelador, cirandeiro, músico compositor e artista visual, trabalhou no Oficina a partir da volta da Companhia do exílio, em 1979. No início dos anos 1980 participou de eventos musicais realizados pela Companhia. Capitaneava um conjunto de ciranda e o Forró do Avanço, em que se misturava o forró mais avançado, o circo comandado por Verônica Tamaoki e todo o movimento de teatro. Fez a música para o filme Rei da Vela. Gravou seu único disco com o dinheiro obtido com a venda do filme para a Alemanha.

Foi uma pessoa chave em todo o processo de tombamento e desapropriação do Teat(r)o Oficina, e é autor da canção Tupi or not Tupi, referência em algumas montagens do Oficina. É da geração de Edgard Ferreira, Sandy Celeste, Zuria, que estiveram num processo muito fértil de descoberta de Os Sertões.

As seis gravuras oferecidas ao público dentro do programa (cada pessoa recebe apenas uma, aleatoriamente) foram feitas a partir das pinturas que Surubim criou durante leituras/ensaio de Mistérios Gozósos, em 1983.

São suas obras de arte, parte do acervo do Oficina, que é dividido agora com o público. É mais uma de suas contribuições milionárias, que extravasa o âmbito da pintura quando se percebe presente na somatória de todas as pesquisas estéticas que deram a luz a um estilo visual próprio da Uzyna Uzona, continuamente transformado, como a vida do Oficina, como o TE-ATO!

*TUPI OR NOT TUPI*
*A minha tribo quando entra na aldeia*
*Índio não faz cara feia*
*Não deixa a frexa cair*
*Tupi tupi or not tupi*
*Tupi tupi or not tupi*
*Não sei se vou não sei se estou não sei se fico*
*Nada ainda exprico nessa frase or not tupy*
*Tupi tupi or not tupi*
*Tupi tupi or not tupi*
*Ser ou não ser tupi*
*Ser ou não ser tupi*
*Ser ou não ser tupi*
*Ser ou não ser tupi*

Ouça Tupy or not Tupy e outras canções de Surubim Feliciano da Paixão na “Rádio Uzonas”:http://teatroficina.com.br/radio_uzonas.