ATA DA ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA DA ASSOCIAÇÃO TEATRO OFICINA UZYNA UZONA
Aos 16 dias de agosto de dois mil e quatro, 43 anos do nascimento do Teatro Oficina, reuniram-se exatamente 43 associados da Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona que dando-se as mãos, contando cada um dos presentes em roda, de l961 até completar-se um círculo, a 2004, deram início à Assembléia Geral Ordinária, convocada conforme seu estatuto, com o objetivo de definir as estratégias, ações e trabalhos para o ano corrente e eleger os nomeados aos cargos eletivos.
“OS SERTÕES” DE EUCLIDES DA CUNHA EM CINCO PARTES COMPLETADO
A partir de hoje, por um ano, esta associação terá como estretégia, ação e trabalho principal a conclusão da montagem de “Os Sertões” de Euclides da Cunha e sua apresentação integral ao público brasileiro e mundial em 5 Jornadas.
ANO DE GESTÃO
DEDICADO AO CINCOENTENÁRIO DE OSWALD DE ANDRADE
Todo o trabalho desse ano será dedicado aos cinquenta anos da eternidade de Oswald de Andrade, morto em 22 de Outubro em São Paulo. Mais que Goethe do Brasil, é o poeta catalizador da civilização da mestiçagem antropofágica, tropicalista, universal de exportação brazyleira. O Poeta antena-raiz deu ao Oficina as palavras de revisão, releitura, devoração do Teatro do Hemisfério Norte: o Shakespereano, o Grego, o Nô e o Kabuki japonês, o alemão Bretchiano, o Francês Genet-Artaudiano, Russo Soviético Construtivista revolucionário e do Hemisfério Sul Brasileiro de Cacilda Becker, Afro Brasilieiro, tupy, mestiço.
Oswald de Andrade inspirou o nosso suporte espacial: o Manifesto Arquitetônico e Urbanístico de Lina Bardi: realizado em parte no atual Terreiro Eletrônico do Oficina, rua de passagem em expansão atual para a realidade sonhada da Uzina de Florestas, a Universidade Popular de Cultura Orgiástica Brazyleira Atual e Virtual, a Ágora, Praça de Cultura ressignando o Minhocão, e o Teatro de Estádio.
”Teatros de nossa época onde há de tornar-se realidade o teatro de amanhã como foi o teatro na Grécia, para a emoção do povo e a vontade do povo.” (O.A.)
“Ágora, onde abrirei meu abcesso fechado em Praça Pública’(O.A.)
Revolução na arquitetura, urbana cênica, na linguagem artística que este ano de gestão caminha para a materialização criadora a partir do encontro histórico com a pessoa de Silvio Santos e o Oficina, depois de uma relação conflituosa de 25 anos.
Valorizando as grande linhas da cultura brasileira libertária, não puritana, não simplista, não dualista e sim complexa, sim exigente de criação das culturas reboladas da mestiçagem, da barbárie tecnizada, da atuação antropofágica, queremos com “A Luta” abrir a carne de nossa criação para a antropofagia da multidão na orgya do manifesto antropófago: social, econômica, sexual, raitéque, estética e filosófica.
“Tupy or not tupy that is the question”.
Nossa respota à bola que nos passou Oswald desde “ O Rei da Vela” é : Arte na
Felicidade Guerreira. “Tupy, to be, no seu cincoentenário em que dizemos sim à “A LUTA”
CINCOENTENÁRIO DE GETÚLIO VARGAS
No também cincoentanerio de Getúlio Vargas que no ato transhumano e político de seu suicídio atrasou o golpe militar de 64, por dez anos, permitindo que nesses tempos de grande liberdade e criatividade no Brasil surgisse, com a bossa nova, o cinema novo, o tropicalismo, o Teatro Oficina. Além de todo salto civilizatório, econômico que o país deu. “A Luta” nos remete à Xango, Orixá Afro-brasileiro da Justiça e da Adoração, ‘a todos outros Orixás animistas e à ação tragicacômicorgyástica de que é feito o teatro, através dos transhumanos: Exus, Dionisos, Senhores das Artes Cênicas. Os gestos como o de Getúlio fazem parte das Cenas da Tragédia Brasileira, como a devoração do Bispo Sardinha pelos Caetês, a Guerra de Canudos, a Morte de Cacilda Becker, e também a ação dos exus vivos: os atores, mensageiros, mídias dos bodes sociais, das ações de transformação em que as estruturas convencionais tentam aprisionar a ação desejante.
A Ligação estabelecida de trabalhos e afetos, entre o Terreiro do Apofonjá de Mãe Stella na Bahia, e o Oficina durante seu ALAINDE de 2004, conferência internacional de Candomblé, criou um elo concreto entre Teatro e Candomblé e nos deu a honraria de recebermos o título e o Troféu Escultura de Exu, Senhor das Artes Cênicas.
Nos debates, nas mesas entre antropólogos, artistas, umbandistas, ecumênicos, candombláicos, as artes cências foram exaltadas entusiasticamente, anunciando sua entrada sagrada e popular na cena brasileira. Laroiê! Evoé!
Dessas ressureições de percepção, nestes últimos tempos do Oficina, não se pode deixar de mencionar o enorme laço construído com as 8 apresentações, de quatro peças de ‘Os Sertões” de Euclides da Cunha, entre o Teat(r)o Brasileiro e o Alemão; o mesmo nas 7 sessões cheias e calorosas de “O Assalto” de José Vicente apresentadas no Festival do Teatro de la Limonaia em Florença, Itália, e em única apresentação em Paris-França, desta mesma peça, no Theatre de l’Oprimmé.
Oficina renasce para o mundo, e nasce a preparação de “A Luta” numa visão mundialista.
Por se tratar de uma Guerra entre sertanejos do país de dentro e o Exército Republicano, projetada ao mundo por um poeta engenheiro, temos de encená-la com o rigor euclidiano, organizando-nos com a experiência de um Exército Republicano e da guerrilha sertaneja. Toda disciplina, estratégias diferentes e até contraditórias devem ser devoradas de tal maneira que o performar o Exército e Guerrilha nos traga a antropofagia de práticas de organização de guerra contribuindo para a produção de Uzyna e seu objetivo liberador de massacrar o massacre trazendo uma Uzona de Paz vigorosa, libidinosa, vital, dionisíaca, ecologicamente humana, trans humana.
Os objetivos e estratégias levantados nessa assembléia trazem essa matéria de morte iniciática e renascimento nas ações para “A Luta” na seguinte pauta de ações:
1. MONTAGEM E APRESENTAÇÃO DE OS SERTÕES
Estrear “A LUTA” em duas partes: 1ª parte: do Prelúdio até a Rua do Ouvidor, quando a repercussão da derrota da expedição Moreira César desvaira a capital nacional e o Brasil. 2a parte, da quarta expedição até os últimos e primeiros dias.
A primeira em Novembro desse ano, e a segunda em abril do ano de 2005.
Remontar todas as 5 partes de “Os Sertões’ em maio,
entrar em temporada com a Obra Completa em junho de 2005.
2. FESTIVAIS NACIONAIS E INTERNACIONAIS
Lutar pelas Viagens das peças para festivais em que estamos convidados no Brasil e no exterior.
3. DVD DE “OS SERTÕES”
Lutar pela Gravação dos DVDS de “Os Sertões” em Canudos no Morro da Favela, defronte a Canudos inundada, local dos acontecimentos no século 19. Nesta época foi mobilizada uma produção enorme para massacrar. Nossa pretensão é realizar uma produção forte, com a participação inclusiva do Exército Brasileiro, para massacrar o Massacre e imortalizar este ato de reparação digitalmente.
4. TRABALHO DE ATUAÇÃO
Para que aconteça é preciso desde já uma chamada forte nos sentidos de Justiça e Adoração para o qual desencadeamos a ação dos atores, trabalhando no aperfeiçoamento da eficácia de penetração de nossa arte reinventada a fim de chegar ao carisma, às técnicas do ator dos Coros Protagonistas e da Protagonizacão vinda do Coro, com o Coro e com a Multidão presente e chamada com o IO! De Dionisios a estar junto, gozar junto, nos atos públicos e sagrados de transformação dos Ritos Encenações de Teatro Estádio, Protagonistas de Solos e Coros, trabalhando com mestres de diferentes lutas, de artes marciais, Circo, Dança, Canto, Fala, Ação.
5. REVALORIZAÇÃO DO ATOR DE PRESENÇA CÊNICA
Revalorização das individualidades chamando seus poderes de atuação , de intervenção na presença física da multidão para a transformação das energias sociais. Isso depende antes de tudo da auto coroação, mas o reconhecimento desta pela Iluminacão, pela Divulgação, é essencial. Os atores de teatro de estádio que desenvolvem o poder da presença ao vivo do corpo, e que mobilizam, contagiam a multidão com sua ação têm de fato o carisma das grandes divas, do futebol, do cinema, da ópera, dos toureiros, e são desqualificados muitas vezes em detrimento da hegemonia da Imagem diante da Presença. É preciso fazer como os Rodrigues, da familia de Nelson, que criaram a mídia dos ídolos de futebol. Os atores amam as pequenas multidões dos teatros de câmera e também de Estádio, e desejam sua mitologia, além do que chamam celebridades.
6. INVESTIMENTO DA ASSOCIAÇÃO NA PREPARAÇÃO DO ATOR DE ESTÁDIO
A Companhia deve investir nesse aprimoramento da qualidade da atuação dedicando-se a prestigiar o trabalho sutil realizado nos ensaios, valorizando a laboriosa preparação criativa de uma vida inteligente e teatral que exploda nos momento da presentação pública da obra, quebrando os conceitos esclerosados da relação ator & público no Teatro Contemporâneo ainda eurocentrado, ainda distante da civilizacão mestiça não moral, não messiânica, que traga a carnavalização da vida o ano inteiro e contagie com a ação do Ator Exú Dionisios. Realizar ensaios abertos de treinamento com o Público.
7. CRIAÇÃO DE UM NOVO CORPO TÉCNICO
Compor um novo corpo técnico de artistas que, utilizando as mais avançadas tecnologias disponíveis, integre-se ao trabalho de criação de “A Luta” na sua vanguarda, trazendo soluções virtuais para trazer a presença também do Imagiário Eletrônico, enriquecendo o constrate com a Presença física atualizada. “A Luta” quer, como os jagunços que em todos os confrontos desejam se apossar da tecnologia das armas mais modernas do Exercito, a possessão da tecnologia digital de ponta, na Luz, no Som, na arte do Remix ao Vivo. Traz a necessidade de somar-se à musica acústica, a eletrônica e concreta. O Sonoplasta DJ deverá ser um músico e sonorizar ao vivo com o sampler. A sonoplastia deve passar a ser realizada por um músico que tenha como instrumento o computador.
A direção técnica da Companhia fará um mapeamento do funcionamento técnico e um inventário do equipamento de que dispõe o teatro. As encenações de câmara, como “ O Amante Brasileiro”, “O Assalto “ (primeira da trilogia de José Vicente), “Querô”, que aconteçam ao mesmo tempo que os ensaios de Os Sertões, também se relacionarão quanto aos assuntos técnicos com essa direção.
DE VIDEO
A equipe de video será composta por direção, organização do acervo e homens-câmeras que, além do trabalho realizado durante as peças, videografem a companhia nos momentos artísticos, políticos, importantes que se realizem.
Essa equipe deve lutar para conseguir patrocínios independentes que possibilitem a montagem do sistema de video utilizado para as apresentações.
8. FORMAÇÃO TÉCNICA DE JOVENS
Jovens do movimento Bixigão serão incluídos no trabalho técnico para que possam, como aprendizes, desenvolver ao lado dos técnicos mais experientes todo o trabalho de luz, som e video.
9. ARQUIVO OFICINA UZYNA UZONA
Cada área técnica, luz, som e vídeo, de atuação, de direção de cena, reorganizará os acervos e lutará por sua digitalização para que a história do Teatro Oficina se transforme em repertório da atual criação de “A Luta”. Para esta finalidade há um projeto já quase pronto da criação de um Banco de Dados, Arquivo e Site do Oficina, que deverá ser encaminhado à Funarte, assim como para outras empresas para parcerias e financiamentos. O Arquivo no mundo digital não é um luxo acadêmico , mas uma riqueza necessária de valorização do presente, passado, futuro da criação cultural .
10. LIMPEZA
Um Terreiro, principalmente um Eletrônico, não pode ser sujo. Enquanto não se encontra definitiva solução para a poeira da terra de “Os Sertões” equipes técnicas de faxineiros especializados terão de ser chamados, assim como adquiridos seus instrumentos específicos para o local, como escadas, elevadores elétricos, aspiradores de pó, comprrensores de água a jato. Limpezas pelo menos três vezes por semana. Os técnicos zelarão pela limpeza dos equipamentos. Os músicos para a de seus instrumentos. Os do escritório por seus computadores e material de trabalho. Os atores por seus camarins. Se não for possivel uma tecnizacão da limpeza que então se realize mutirões de lavagens como no Bonfim, em Canudos, ou dos acampamentos dos Sem Terra.
11. REINVENÇÃO DA COMUNICAÇÃO DA UZYNA UZONA
Sendo um grupo de comunicação, nosso ponto mais fraco está paradoxalmente aí. Colocar com urgência no ar o site do Teatro Oficina Uzyna Uzona. No entanto se isso depender da obtenção de capital que não se realize a tempo, não esperar. Descobrir outra maneira para que o site, peça chave na divulgação, entre no ar, sem marcar tôca diante da revolução da velocidade digital da informação.
Urgente: a Divulgação precisa de um estrategista, um divulgador euclidiano, alguém que já utilize a internet como meio de divulgação e que saiba ler as notícias sem conto que a vida do Teatro Oficina gera. Se esse atuador não surge, é necessário que ele emerja do grupo que está formado, como corifeu da divulgacão.
Aprimorar o contato entre os corpos técnicos, som, video, luz, com o corpo de divulgação, de forma que o material produzido a partir do processo de criação seja prontamente divulgado à maneira de um neo-telégrafo transmitindo ao mundo inteiro a luta de criar “A Luta”.
12. ASSISTENTE DE DIREÇÃO
Para criar a comunicação entre a direção e os corpos técnicos e elenco faz-se necessária a assistência de direção. Deve ser feita por alguém com cultura teatral, capaz de dialogar com a direção de uma maneira crítica e criadora. De estar ligado a cena sabendo o que vai acontecer em cada dia. Assistente de Direção e Diretor de Cena têm de programar o ensaio: comida, materiais necessários, e compor uma ORDEM DO DIA para projetar como no Exército da “A Luta” o trabalho de cada dia, a antiga “Tabela” dos velhos Teatros durante esta montagem será batizada portanto de “ORDEM DO DIA” e enquanto não há diretor de cena pode ser assumida pelo ator que faça o papel desse redator na peça.
13. ROTEIROS…ROTEIROS… ROTEIROS…
Todos os trabalhos devem materializar-se também em roteiros claros e universais, para que passem a não depender somente da memória do indivíduo que o cria. Está se fabricandoo um trabalho para gerações e é necessário ter as partituras de ação dos atores, das peças, roteiros de luz, som, de ações da dramaturgia, para que a passagem de bola de uma pessoa que sai para um que entra naquele trabalho se faça com mais dinâmica e ao mesmo tempo o trabalho transparente por quem quer que queira decifrá-lo. O trabalho de roteiros universaliza o que é feito e cria uma máquina de informações apetitosa de ser devorada sem ter que se partir sempre da estaca zero.
14. FORMAÇÃO POLÍTICA POÉTICA E PRÁTICA DE AÇÃO DE EXÚ
Atuadores devem buscar uma visão poética, imaginária e política mais ampla, ligada aos objetivos da Companhia, com gula pra apreender a vida e interferir concretamente na realidade através de suas ações conscientes e incoscientes de si mesmo, do outro, do mundo e dos muitos universos. Meditação e Ação.
15. ORGANIZAÇÃO DE UM CORPO CORAL DE PRODUÇÃO E ADMINISTRAÇÃO
PRODUÇÃO
Muita ação e novos caminhos para encontrar os meios de producão para criação completa da Epopéia de “A Luta”. A luta de montar A LUTA deve travar-se a golpes de mão de estrategista revolucionário e inovador.
Enquanto esse Godot do grande produtor de “Os Sertões” como Vila Nova para Canudos e o Marechal Bittencourt no Exército não baixam, o Conselho de Produção assume a direção deliberando e tomando decisões sobre as perspectivas da produção e partindo também para a acão em campo.
É necessário que se componha uma equipe de Produção Executiva forte que consiga em forma de permutas os materiais utilizados nas peças.
Como se trabalha uma forma nova espacial, estética, de valores, fora da linha rotineira dominante de montagem do palco italiano e da cultura hegemônica video-finaceira, é necessário que a companhia de produção abra os caminhos para a imaginação e para a ação, tirando mesmo proveito dos novos valores que o movimento do Oficina cria. Para uma nova forma de criação uma nova forma de luta de produção.
ADIMINISTRAÇÃO
É a da Companhia mais antiga do Brasil, que ocupa um lugar na vida pública da cidade e portanto tem força para lançar mão de recursos disponíveis na própria administração pública e mesmo valer-se de seu caráter de utilidade pública para agir com autoridade junto às empresas privadas. Passar de simples contadoria e distribuição de dinheiro à organizadora do fluxo financeiro da companhia e organizadora do Teatro.
Para que administração e produção funcionem satisfatoriamente será ampliado o espaço físico do teatro através do aluguel de um imóvel próximo ao teatro.
16. FINANCIAMENTOS
SECRETARIA DO ESTADO DA CULTURA
O acerto do Convênio com a Secretaria de Estado da Cultura precisa ser retomado do início. Se ficar decidido que será feito um contrato com essa Secretaria enquanto não sai um convênio consagrando nossa autonomia e direito de lugar não somente exibidor, mas produtor de cultura, esse contrato deve ser feito na forma de co-patrocínio para a montagem de “Os Sertões”. É preciso continuar lutando para o entendimento da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo de que o Teatro Oficina Uzyna Uzona é um Organismo Único, com leis próprias ligadas à criação artística autônoma. É preciso lutar para que a burocracia do Estado se abra para a compreensão que a agricultura que se cultiva no Oficina é específica e não cabe, nada tem a ver, com um engessar de nossa força de produção em regulamentos de organismos de outra natureza. Lutar pelo Comodato do Teatro para a Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona que criou o local a mais de 43 anos e se projeta para o futuro. Lutar por uma modernização da compreensão jurídica desta Secretaria em nome da Justiça e de tudo que esse teatro fez e ainda pode fazer (se desempedido, não atrapalhado) pela cultura no Brasil e no mundo.
ADOÇÃO PELA PETROBRAS
Realizar o projeto para sermos patrocinados pela Petrobras por longo prazo. Lutar por essa possibilidade.
FESTIVAIS NACIONAIS E INTERNACIONAIS DE TEATRO
Dar prosseguimento ao trabalho de produção em festivais internacionais dirigidos por Mathias Pees e trabalhado junto, oferecendo todo o material necessário, assim como agindo nos contatos, entrevistas, trabalho de apoio para essa finalidade extremamente importante e agora possivel para o Oficina: sua internacionalização.
17. DIREÇÃO DE ARTE
O trabalho da direção de arte deve também abarcar a criação do visual geral do espetáculo desenvolvendo cartaz, ingresso, marca, flyer, anúncios, convites, e estar sintonizado com a ligação entre a historia de Canudos e a do Oficina, lutando para Massacrar o Massacre Urbano do Espaço Cênico.
18.TEATRO DE ESTÁDIO
Oscar Niemeyer enviará o Arquiteto Jair Alves para estudar os terrenos que cercam o Oficina, estudar o programa do Teatro de Estádio e encontrar-se com todos arquitetos que até agora participaram da luta pela sua materialização e que já tem grandes contribuições para o lay-out pedido por Silvio Santos para o Teatro de Estádio, Oficina de Florestas e Universidade Popular de Cultura Orgiástica a sediar-se na atual Sinagoga em processo de desativação. Devemos lutar para que não seja demolido o prédio da primeira e única Sinagoga do Bexiga.
Marcelo Suzuki, arquiteto autor do primeiro risco do Teatro de Estádio, juntamente com Lina Bardi, apresentado ao público em 24 de agosto de 1980, juntamente com Marcelo Ferraz que, como Suzuki, trabalhou anos com Lina, foram chamados por Sandoval, produtor do Grupo Silvio Santos para fazerem o lay-out pedido por Silvio Santos. Em reunião recente, decidiu-se juntar todos arquitetos que trabalharam neste projeto: Edson Elito, Cris Cortilio, Paulo Mendes da Rocha, Célia da Rocha Paes, para uma reunião para que os arquitetos Marcelos Susuki e Ferraz possam propor um programa que contemple a visão de todas as invenções até agora existentes e que possa contar com a colaboração inestimável de Oscar Niemeyer. Ao grupo Silvio Santos caberia a logística, isto é, os estacionamentos subterrâneos, os restaurantes, bares, livrarias, lojas de artigos eletrônicos, tudo enfim que reforce a ideia de um Estádio para todas as classes, de todos os bairros e apartaides, um lugar de mistura de culturas e economicamente possível como um Estádio Olímpico e Universidade de Arte.
19. GESTÃO E FUNCIONAMENTO DO TEATRO DE ESTÁDIO
Dar início aos estudos da Gestão do Teatro de Estádio pela Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona junto a Silvio Santos. Esses trabalhos estão sendo iniciados pelo doutor Modesto Carvalhosa.
É necessário também estudar o funcionamento conjunto de ambos os espaços, do atual Teatro Oficina, conjugado ao Teatro Estádio, e a possibilidade de atuarem ao mesmo tempo, sem inrferência de som por exemplo de um Teatro para outro .
20. TOMBAMENTO PELO IPHAN
Dar continuidade ao processo do Tombamento Federal do Teatro Oficina como Manifesto Arquitetônico Urbanístico parcialmente realizado pela arquiteta Lina Bardi, realizado com “Entorno Qualificado” para a realizacão integral deste manifesto. Para isso José Celso irá ao IPHAN no Rio de Janeiro argumentar junto ao Conselho do Patrimônio a favor do tombamento nestes termos.
21. MOVIMENTO BIXIGÃO
O Bixigão terá os trabalhos ampliados realizará novas oficinas coordenadas por integrantes da Companhia Uzyna Uzona e outros artistas. Nesses trabalhos e nos já existentes, como a capoeira, é necessário direcionar um mergulho artístico mais profundo dando liberdade à própria arte anárquica que as crianças e jovens trazem consigo para que haja uma verdadeira renovação estética a partir da cultura criada pelo Bixigão e o movimento siga extrapolando o caráter assistencial ou de trampolim para a fama, coroando-se como um grupo autônomo criador de uma cultura própria tecnizada e contemporânea.
Com o início do projeto “Revista Oficina Bixiga do Samba”, criar uma sede equipada para o Bixigão, cuja estrutura servirá também em parte ao trabalho das oficinas regulares dos seus trabalhos, inaugurando a Universidade Popular.
Colocar o Bixigão em contato com movimentos semelhantes que acontecem no Brasil através do programa “Cultura Ponto a Ponto” do MINC. Isso dará início ao processo de inclusão digital dos meninos e meninas do Bixigão.
22. DVD’s “CACILDA!”, “BOCA DE OURO”, “HAM_LET”, “BACANTES”
Para acelerar o processo de lançamento e distribuição dos DVD’s do Festival Teatro Oficina deve-se lutar para que a Petrobras libere imediatamente verba prometida por esta instituição para o pagamento de direitos autorais e finalização que permita o lançamento no Mercado dos mesmos ainda neste ano de Oswald de Andrade.
Há o desejo de no cincoentenario de Oswald lançar em DVD o “Filme Rei da Vela”, nas suas versões de 90’ e 2h 46’, bem como o “Rei da Vela Peça”, depositado na Cinemateca, editando o primeiro, segundo, e terceiro atos, em ordem da apresentação de l967, como documento raro e fiel da encenação que revolucionou a cultura brasileira no fim dos 60 com o Movimento Tropicalista.
23. CD’S DAS MÚSICAS DE “ OS SERTÕES”
Serão realizados CD’s das músicas das cinco partes de “Os Sertões” para a venda durante os espetáculos no Brasil e no Exterior e encaminhamento para o Mercado.
24. PUBLICAÇÕES
Publicação de livros numa Coleção Oficina Uzyna Uzona, retomando depois do já lançado Primeiro Ato, o Segundo: A Revolução Portuguesa e o Oficina; a revolução na África em Mocambique; o retorno ao Brasil na Abertura Lenta, Gradual e Restrita; o “Forró do Avanço”, o núcleo Sertões – Nordestinos de São Paulo; O Homem e o Cavalo -núcleo de cineastas e Bacantes; “O Ensaio Geral do Carnaval do Povo” – corpo de atores báquicos formado por jovens de todo o Brasil e atuadores internacionais e o Terceiro Ato: Da reconstrução do Oficina com a construção subterrânea de suas maquetes de encenações teatrais, sua guerrilha teatral com o video, a luta com Silvio Santos que queria comprar o Oficina, a inauguração do terreiro com Ham-let, o repertório de renascimento dos 90, até o inicio do quarto Ato: a montagem de Os Sertões, objeto de um livro com a publicação de todo o texto e partitura do esptaculo em finalização até o ano 2005, organizado pelo crítico musical Arthur Nestrovski.
25. ELEIÇÃO
Por votação unânime dos sócios presentes foi decidido que a consolidação dos estatutos da Associação será realizada em assembléia futura a ser regularmente convocada, posto que deliberaram que julgam necessário reformar em parte os estatutos a fim de ampliar o âmbito de desenvolvimento de suas atividades culturais, sociais e artísticas.
Em seguida se deu a votação aos cargos eletivos para o período de 2004-2005
Foram reeleitos o Presidente José Celso Martinez Correa e os diretores executivos Marcelo Máximo de Almeida Pizarro Drummond e Sylvia Prado Lopes e eleito o diretor executivo Aury de Araújo Correia.
Tendo sido lavrada a presente ata por minha própria mão, Tommy Ferrari Della Pietra, vai assinada por mim e pelos demais associados presentes, eleitos e empossados que levantaram-se, e levantando os braços 44 vezes, contando de 1 a 44, abriram com palmas o ano de gestão desta ata, criada por esta Assembléia.